Tópicos em história da educação na América portuguesa: as representações de escola, ensino e aluno nas cartas dos primeiros jesuítas (1549-1583)
Resumo
Especificar as representações de escola, ensino e aluno a partir das cartas de Manuel da Nóbrega e José de Anchieta é a preocupação primeira deste artigo. Neste sentido, o artigo considera as relações presentes na correspondência e que se deram, fundamentalmente, entre o jesuíta, os colonos, as autoridades e o índio. No entanto, há que ressaltar que este aborígine, ao qual as cartas se referem insistentemente, não tinha voz ativa nesse processo, pelo que estas informam muito mais sobre os modos de pensar e agir dos jesuítas do que sobre o índio. Ou seja, o jesuíta é o agente da educação e é dele a interpretação dos fatos presentes nas cartas. O texto sobre as cartas é apresentado em forma de tópicos de um glossário, a partir dos quais, especificam-se as representações a que o trabalho se propõe e se demonstra que, com o passar dos anos iniciais de experiência, a organização interna das casas e o trato com o nativo mudaram substancialmente. Isso se deve ao fato de que o jesuíta mudou, pois, à medida que ensinava, o padre também aprendia e tomava novos caminhos em sua prática.
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