AMOR E EDUCAÇÃO NAS PROPAGANDAS DO DIA DOS NAMORADOS
Resumo
Nas semanas que antecedem o dia 12 de junho, comumente “comemorado” e construído como o dia dos namorados, somos invadidos por comerciais na televisão na intenção de vender seus produtos apelando para esta data em que a ideia de amor está fortemente presente. O amor e a educação se encontram nestes comerciais nos conduzindo a problematizar a televisão como uma instância pedagógica na cultura contemporânea. A partir destas ideias, vamos tomar dois comerciais em que a presença de casais homossexuais é o foco para discutir algumas estratégias discursivas e imagéticas que estão sendo utilizadas para construir ou indicar um ethos pedagógico da televisão diretamente ligado aos modos de subjetivação. Para essa discussão nos inspiramos na perspectiva pós-estruturalista que toma os sujeitos como produção discursiva atravessada por relações de poder, de maneira que a presença destes modos de existir na televisão interpela o cotidiano dos sujeitos, participando da construção de suas subjetividades. Na organização do artigo vamos, inicialmente, trabalhar com a televisão como artefato cultural para pensar seu papel nos processos educativos contemporâneo em que este espaço visual investe numa educação do olhar e dos sentidos. Em seguida queremos nos deter no conceito dos modos de endereçamento, uma teoria e política do cinema, para discutir o investimento num tipo de sujeito homossexual. Unindo essas duas intenções centrais queremos fazer estas discussões a partir do atravessamento com a relação entre amor e educação.Downloads
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