PELA RELAÇÃO HISTÓRIA E MEMÓRIA, A TRAJETÓRIA DA ESCOLA TÉCNICA FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE (1968-1985)
DOI:
https://doi.org/10.55028/intermeio.v27i54.13664Resumo
Nosso objetivo neste artigo foi analisar a trajetória da Escola Técnica Federal do Rio Grande do Norte (ETFRN) sob a ótica das dimensões política, social e econômica entre os anos de 1968, ano de sua fundação, e 1985, ano em que convencionalmente os historiadores remetem ao término da Ditadura Militar brasileira. Lidamos com as memórias de sujeitos que vivenciaram aquele momento político tanto da cidade, quanto da escola, por isso nos embasamos em Maurice Halbwachs, Michael Pollak e Ecléia Bosi, no que se refere a noção de memória, esquecimento e silêncio. E, quanto a história oral, usamos as obras de Sebe Bom Meihy e Seawright, Alessandro Portelli que nos deram as bases para a compreensão dos usos da história oral como arte da escuta e todo o caminho percorrido entre realização de entrevista, transcrição e publicização dos dados. Este trabalho tem caráter de revisão bibliográfica e faz uso da história oral como metodologia. Ressaltamos que os caminhos trilhados pela ETFRN se entrelaçam e até se confundem com os aspectos políticos, econômicos e sociais vivenciados no país e, especialmente em Natal. As reformas educacionais implementadas a partir de 1968 deram o tom das mudanças empreendidas na instituição que ora passara a status de ETFRN. Embora haja indícios de perseguição e prisão de professores, funcionários e estudantes, envolvidos no processo de resistência à ditadura; as vozes são dissonantes quanto aos movimentos de resistência dentro da instituição. Isso ocorre porque as vivências são múltiplas dentro e fora da escola.
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