Adequação curricular na sala comum para aluno com TGD: trabalhando a temática da eleição

  • Priscila Rocha Machado Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" - UNESP
  • Vera Lucia Messias Fialho Capellini Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" - UNESP
Palavras-chave: Educação Especial. Inclusão Escolar. Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD). Adequações Curriculares.

Resumo

RESUMO

Incontáveis são as experiências vividas por cada professor no decorrer de sua trajetória profissional. Tendo a oportunidade de lecionar para um aluno com deficiência e sendo esta voltada para os Transtornos Globais de Desenvolvimento (TGD), os aprendizados do professor se ampliam ainda mais. Fazendo uso de uma prática desenvolvida pela professora, também uma das autoras deste, voltada para o desenvolvimento educacional e social de um aluno com Transtorno do Espectro Autista do quinto ano do Ensino Fundamental I, em uma escola pública municipal no interior do Estado de São Paulo, objetivou-se descrever as adaptações curriculares de conteúdo disciplinar do eixo temático de História realizada pela professora da sala de aula comum para que o aluno pudesse desenvolver suas funcionalidades. Baseando-se em um estudo de caso registrado em diário de classe, o presente estudo apresenta-se como uma reflexão acerca do trabalho do professor da sala de aula comum quanto às adaptações necessárias em seus conteúdos programáticos de maneira a atender o aluno com Transtorno Global de Desenvolvimento, bem como expor as dúvidas, erros e acertos nesta atividade de adaptações curriculares necessárias no cotidiano escolar. A partir da temática ‘Eleições Municipais 2016’, o professor buscou, através de atividades de associação de palavras e imagens, trabalho em dupla, dramatizações de fatos históricos, atendimento individualizado na carteira junto ao aluno, métodos para que este pudesse compreender e participar dos trabalhos propostos num contexto em que pudesse dar significado ao que estava sendo delineado. Os resultados obtidos foram satisfatórios e corresponderam às expectativas pré estabelecidas pelo professor para o desenvolvimento do aluno, já que foi possível identificar a autonomia na resolução dos problemas propostos e maior familiarização palavras e termos associados às Eleições Municipais. Tais resultados acabam por incitar novas adequações que proporcione não somente o ensino-aprendizagem do aluno com TGD, mas sua autonomia e auto confiança em suas capacidades.

Biografia do Autor

Priscila Rocha Machado, Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" - UNESP

Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Docência para Educação Básica Faculdade de Ciências/Unesp - Campus Bauru/SP;

Especialista em ètica, Valor e Cidadania na Educação - Universidade de São Paulo - USP;

Pedagoga - Faculdade de Agudos - FAAG. 

Vera Lucia Messias Fialho Capellini, Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" - UNESP

Professora Dra. do Departamento de Educação e Programas de Pós-Graduação em Psicologia do Desenvolvimento e da Aprendizagem e Docência na Educação Básica da Faculdade de Ciências - UNESP/Bauru.

Referências

REFERÊNCIAS

AURÉLIO. Dicionário do Aurélio. Disponível em: <http://dicionariodoaurelio.com/>. Acesso em: 12 jan 2016.

BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação, Lei 9394 de 20 de dezembro de 1996. Brasília: MEC, 1996.

_______. Parâmetros curriculares nacionais. Adaptações curriculares. Brasília: MEC, 1999.

CAPELLINI, V. L. M. F. Ensino Colaborativo: Uma Proposta para a Escolarização do Estudante com Transtorno Global do Desenvolvimento. Curso de Especialização em Educação Especial e Inclusiva. Rede de Formação do Estado de São Paulo, 2014.

CAPELLINI, V. L. M. F. Avaliação das possibilidades do ensino colaborativo no processo de inclusão escolar do aluno com deficiência mental. 300f. 2004. Tese (Doutorado) – Programa de Pós- Graduação em Educação Especial, Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2004.

FONSECA, K. A. Análise de adequações curriculares no ensino fundamental: subsídios para programas de pesquisa colaborativa na formação de professores. 126f. 2011. Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-Graduação em Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem, Faculdade de Ciências, Universidade Estadual Paulista, Bauru, 2011.

GALVE, J. L.; TRALLERO, M.; SEBASTIAN HEREDERO, E. Las adaptaciones curriculares individuales (ACI). Madrid: CEPE, 2002.

HEREDERO, S. E. A escola inclusiva e estratégias para fazer frente a ela: as

adaptações curriculares. Maringá, v. 32, n. 2, p. 193-208, 2010.

SCHERER, R. P. “Cada um aprende de um jeito”: das adaptações às flexibilizações curriculares. UNISINOS. São Leopoldo, 2015.

SEVERINO, A. J. Metodologia do Trabalho Científico. 23 ed. Ver. E atual. – São Paulo: Cortez, 2007.

THOMAZI, A. R. G.; ASINELLI, T. M. T. Prática docente: considerações sobre o planejamento das atividades pedagógicas. Educar, Curitiba, n.35, p.181-195, 2009.

VASQUES, C. K; BAPTISTA, C. R. Transtornos Globais do Desenvolvimento e escolarização: o conhecimento em perspectiva. Educação & Realidade, Porto Alegre, v. 39, n. 3, p. 665-685, jul./set. 2014.

Publicado
2016-11-10
Seção
Artigos