POLÍTICAS E DESAFIOS NA EDUCAÇÃO PARA OS TRABALHADORES EMPREGADOS E DESEMPREGADOS
Resumen
Existe uma orientação comum nos programas oficiais para educação profissional no Brasil que em conjunto formam a política atual do Plano Nacional de Educação Profissional, conhecido por algumas entidades de trabalhadores como PLANFOR, em nível nacional e como Planos Estaduais de Qualificação PEQs, nos estados e municípios. Todos aparecem como uma tentativa de garantir aos trabalhadores e desempregados uma adequabilidade aos novos princípios da Teoria do Capital Humano e suas diferentes interfaces com os novos paradigmas de empregabilidade, inserção social e rentabilidade, o que implica em afirmar que os propósitos da política pública de formação profissional baseiam-se na ambigüidade entre a qualificação frente aos altos índices de desemprego. Sabemos que em termos de política pública de preparação para o mercado de trabalho, nos dias atuais a regra é o processo de globalização e que o perfil do trabalhador necessário muda de acordo com as alterações das forças produtivas e da forma como estas se vinculam entre si no processo histórico, sem desconsiderar evidentemente as formas de dominação nas diferentes frentes produtivas que determinam os comportamentos culturais, sociais, éticos e políticos e outros fatores conjunturais. Por conta desses e outros fatores, a formação profissional do trabalhador, proposta na atualidade, através de programas traz consigo um conceito restrito e uma idéia de consenso entre as exigências do mercado de trabalho e as aspirações dos trabalhadores e desempregados. O que não é verdade, pelo contrario, os programas em sua maioria reforçam a segregação social de algumas categorias de trabalhadores, não permitindo através dos “cursos” uma melhoria das suas condições existenciais.
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