A teoria piagetiana e a educação especial no contexto brasileiro: reflexões com base em uma revisão sistemática
DOI:
https://doi.org/10.55028/3jkqmk62Resumo
O presente estudo teve como objetivo realizar uma Revisão Sistemática (RS) com vistas a estabelecer um diálogo entre a teoria piagetiana e o campo da Educação Especial, a partir de pesquisas que articulam esses dois eixos. Para tanto, adotou-se o Protocolo PRISMA, com os seguintes critérios de inclusão: (i) pesquisas realizadas em ambiente escolar; (ii) estudos que correlacionassem Epistemologia Genética e Educação Especial; (iii) trabalhos fundamentados teoricamente na teoria piagetiana; e (iv) registros classificados como artigos, teses ou dissertações. As buscas foram realizadas nas bases de dados BDTD, OASIS e SciELO Brasil. O processo de análise dos registros foi conduzido, inicialmente, pelo primeiro autor, seguido de validação pelos demais autores, com o intuito de minimizar vieses. Como resultado, foram identificados 12 estudos que atenderam aos critérios estabelecidos, concentrados majoritariamente nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. Em relação à natureza das produções, 50% correspondem a teses e 33,3% a dissertações, com maior concentração de publicações no ano de 2019. Os resultados evidenciam que a teoria piagetiana se configura como um referencial relevante para a compreensão dos processos cognitivos de estudantes com deficiência. De modo geral, os estudos analisados indicam que o desenvolvimento cognitivo de sujeitos com necessidades educacionais específicas não difere, em sua essência, daquele observado em outros indivíduos, desde que sejam asseguradas mediações pedagógicas adequadas. Conclui-se que há necessidade de ampliação das pesquisas nessa interface, especialmente em diferentes regiões do país e níveis de ensino, de modo a fortalecer a produção científica e subsidiar práticas pedagógicas mais inclusivas.
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