CONDIÇÃO DO TRABALHO FEMININO EM SANTA CATARINA POR ESCOLARIDADE E INTENSIDADE TECNOLÓGICA

Flavio K. Fiuza-Moura, Solange de Cassia Inforzato de Souza, Katy Maia

Resumo


O objetivo deste artigo é compreender a condição do trabalho feminino na indústria de transformação catarinense segundo escolaridade e níveis de intensidade tecnológica no ano de 2012, a partir dos dados da RAIS-Relação Anual de Informações Sociais do MTE. Os resultados permitem visualizar: i) expressivo ganho salarial para os trabalhadores mais escolarizados com diferença de renda entre os níveis tecnológicos, tanto para homens quanto para mulheres; ii) maior participação relativa do trabalhador do gênero feminino para o segmento de baixa tecnologia; iii) maior remuneração em indústrias mais avançadas tecnologicamente, em que a participação feminina é menor; e, iv) pequena diferença percentual nos ganhos dos trabalhadores com curso superior completo entre os segmentos.


Palavras-chave


Indústria; Diferenças salariais; Absorção feminina.

Texto completo:

PDF

Referências


ARBACHE, J. S.; DE NEGRI, J. A. Determinantes das Exportações Brasileiras: novas evidências. 2002. Rio de Janeiro: IPEA – Diretoria de estudos macroeconômicos.

ARBACHE, J. S.; DE NEGRI, J. A. Diferenciais de salários interindustriais no Brasil: Evidências e implicações. Texto para discussão nº 918, nov 2002. Brasília: IPEA, 2002.

BALTAR, P. E. A. et al. Trabalho no governo Lula: Uma reflexão sobre a recente experiência brasileira. Berlin: Global Labour University Working Papers, Paper no 9, 2010.

LEONE, E. T.; BALTAR P. Diferenças de rendimento do trabalho de homens e mulheres com educação superior nas metrópoles. Revista brasileira de Estudos Populacionais, São Paulo, v. 23, n. 2, p. 355-367, dez 2006.

BARROS, R. P.; CORSEUIL, C. H.; MENDONÇA, R. Uma análise da estrutura salarial baseada na PPV. Texto para Discussão n. 689, IPEA, 1999.

BARROS, R. P.; FRANCO, S.; MENDONÇA, R. Discriminação no mercado de trabalho e desigualdade de renda no Brasil. Texto para discussão n. 1288, IPEA, 2007.

BATISTA, N. F.; CACCIAMALI, Maria Cristina. Diferencial de salários entre homens e mulheres segundo a condição de migração. Revista brasileira de estudos populacionais, Rio de Janeiro, v. 26, n. 1, p. 97-115, jan/jun 2009.

BECKER, G. S. The Economics of Discrimination. 2nd ed. The University of Chicago Press. Chicago, 1971.

BRUSCHINI, M. Trabalho e gênero no Brasil nos últimos dez anos. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, v. 37, n. 132, p. 537-572, dez 2007.

CACCIAMALI, M. C.; FREITAS, P. S. Do capital humano ao salário-eficiência: uma aplicação para analisar os diferenciais de salários em cinco ramos manufatureiros da Grande São Paulo. Pesquisa e Planejamento Econômico, v. 22, n. 2, ago 1992. Rio de Janeiro: IPEA, 1992.

CAMARGO, F. S. Análise estrutural do emprego formal e informal na economia brasileira. 2006. Dissertação (Mestrado em Economia Aplicada) – Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, Universidade de São Paulo, Piracicaba, 2006.

EHRENBERG, R.; SMITH, R. A Moderna Economia do trabalho - Teoria e política. São Paulo: Makron Books, 2000.

GREMAUD, A. P.; SAES, F. A. M; TONETO JUNIOR, R. Formação econômica do Brasil. São Paulo: Atlas, 1997.

GREMAUD. A. P.; VASCONCELLOS, M. A. S.; TONETO JÚNIOR, R. Economia brasileira contemporânea. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2002.

HOFMANN, R.; SIMÂO, R. C. S. Determinantes do rendimento das pessoas ocupadas em Minas Gerais em 2000: o limiar no efeito escolaridade e as mesorregiões. Nova Economia, Belo Horizonte, v. 15, n. 2, mai-ago 2005.

IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria. Pesquisa Industrial de Inovação Tecnológica, 2000. IBGE, 2003.

IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Situação Social nos Estados: Santa Catarina. Diretoria de Estudos e Políticas Sociais. 2012.

LIMA, R. Mercado de trabalho: o capital humano e a teoria da segmentação. Pesquisa e Planejamento Econômico, Rio de Janeiro, v. 10, abr. 1980.

MATOS, R. S.; MACHADO, A. F. Diferencial de rendimento por cor e sexo no Brasil. Econômica, Rio de Janeiro, v.8, n.1, p. 5-27, jun 2006.

MINCER, J. Investment in human capital and personal income distribution. Journal of Political Economy, p. 66 - 281, 1958.

MTE - MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. Coordenação Geral de Estatísticas do Trabalho. Nota técnica MTE 091/2013. MTE, 10 out. 2013.

MORETTO, A. J.; PRONI, M. W. O desemprego no Brasil: análise da trajetória recente. Economia e Desenvolvimento, Recife, v. 10, n. 2, jul/dez. 2011.

MOURA, R. L. Testando as Hipóteses do Modelo de Mincer para o Brasil. Revista Brasileira de Economia. v. 62, n. 4, p. 407-449. Rio de Janeiro, out-dez 2008.

POCHMANN, M. O trabalho sob fogo cruzado: exclusão, desemprego e precarização no final o século. São Paulo: Contexto, 1999.

PORCILE, G; ESTEVES, L. A.; SCATOLIN, F. D. Tecnologia e Desenvolvimento Econômico. In: PELAEZ, V.; SZMRECSÁNYI, T. (Orgs). Economia da Inovação Tecnológica. São Paulo: Hucitec, 2006. 365.

RAMOS, L. A desigualdade de rendimentos do trabalho no período pós-Real: o papel da escolaridade e do desemprego. Economia Aplicada, Ribeirão Preto, v. 11, n. 2, June 2007 .

RAIHER, A. Os determinantes da localização industrial por nível tecnológico na Paraná: ênfase no capital humano. Informe Gepec, Toledo, v. 15, n. 2, p. 18-35, jul./dez. 2011.

RESENDE, M.; WYLLIE, R. Retornos para educação no Brasil: evidências empíricas adicionais. Economia Aplicada, São Paulo, v. 10, n. 3, P. 349-365, jul/set 2006.

SOLIMANO, A. Mercado de trabalho: Quatro enfoques em busca de um paradigma. Pesquisa e planejamento econômico, Rio de Janeiro, v. 18, dez 1988.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Creative Commons License
This work is licensed under a Creative Commons Attribution 3.0 License.

 ISSN: 2358-1840

Creative Commons License

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial 3.0 Unported .