Gestão universitária em perspectiva complexa: emergências e indicadores a partir de um curso de Pedagogia
DOI:
https://doi.org/10.55028/1ads3362Resumo
O presente artigo apresenta as emergências de uma tese que buscou compreender os processos/práticas de gestão do curso de Pedagogia de uma universidade pública do nordeste brasileiro, à luz do Pensamento Complexo a partir de Edgar Morin. Como fundamento epistemológico utilizamos autores da complexidade, da transdisciplinaridade e da auto-organização pelos ruídos, que nos ajudaram a compreender melhor a gestão no contexto universitário. Optamos pelo método inspirado na teoria da complexidade, como base metodológica do estudo e com o propósito de compreender, de forma articulada, o território de pesquisa. Realizamos conversas, utilizando temas geradores, com 09 sujeitos que compõem o curso de Pedagogia. Para a construção de sentidos, partimos das narrativas dos sujeitos e tomamos emprestado os princípios da complexidade, como estratégia para o método, propostos por Morin (2003). Essa estratégia nos possibilitou evidenciar alguns indicadores, que podem se constituir pistas para redimensionar os processos/práticas de gestão do curso de Pedagogia, podendo ter desdobramentos para a gestão universitária. As emergências do estudo apontaram para a necessidade de uma transformação na concepção de gestão, por meio de alguns indicadores: 1) Uma gestão consciente de seus limites, da incerteza e do inacabamento de suas ações; 2) que concebe a gestão como sistema auto-eco-organizador, passível de aperfeiçoamento e (trans)formação; 3) que opera por meio da religação e do diálogo; 4) que reconhece a autonomia presente nos processos/práticas de gestão, ao mesmo tempo, que reconhece suas múltiplas dependências; e 5) O compromisso em gerir, fundamentado na democracia e na ética planetária.
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