Violência institucional machista nas universidades federais

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DOI:

https://doi.org/10.55028/spfetp03

Resumo

A violência institucional machista nas universidades federais constitui um fenômeno estrutural que impacta a trajetória profissional e pessoal de funcionárias públicas docentes e administrativas, evidenciando desigualdades históricas e persistentes no ensino superior. Este artigo apresenta um recorte analítico de uma pesquisa qualitativa em andamento, focalizando as dimensões organizacionais e simbólicas da violência institucional que afetam a valorização e as condições de trabalho das mulheres na universidade. O objetivo é analisar como essas violências se manifestam no cotidiano institucional e quais efeitos produzem sobre a permanência, a saúde e as oportunidades de reconhecimento profissional das servidoras. A investigação baseia-se em revisão bibliográfica de estudos feministas e de gênero, análise documental de normativas e políticas institucionais e na realização de uma roda de conversa com funcionárias públicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Esse material empírico permitiu identificar percepções e experiências relacionadas a aspectos como dupla jornada de trabalho, acesso a cargos de chefia, assédio moral e sexual e desigualdades nos processos de reconhecimento acadêmico. Os resultados parciais indicam que a violência institucional machista opera de forma cotidiana e estrutural, produzindo hierarquias de gênero, racializadas e ocupacionais, e evidenciam lacunas nas respostas institucionais, que frequentemente minimizam ou invisibilizam as experiências das mulheres. Conclui-se que o enfrentamento dessas violências exige transformação das práticas de gestão universitárias, revisão das políticas institucionais e implementação de medidas de prevenção e responsabilização capazes de promover equidade de gênero e ambientes acadêmicos seguros. O estudo contribui para o debate acadêmico sobre violência de gênero ao evidenciar como dinâmicas institucionais e organizacionais reproduzem desigualdades no espaço universitário, oferecendo subsídios para o desenvolvimento de políticas universitárias mais inclusivas e eficazes.

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Biografia do Autor

  • Cátia Soraia Jesus, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)

    Doutoranda em Educação pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Servidora pública federal na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. E-mail: catia.jesus@ufrgs.br

  • Edla Eggert, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)

    Doutora  em Teologia  pela Faculdade EST com  Pós-Doutorado pela Universidad Nacional de La Plata (UNLP), Argentina. Professora  do  Programa  de  Pós-Graduação  em  Educação da  Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. E-mail: edla.eggert@gmail.com

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Publicado

2026-05-27

Como Citar

JESUS, Cátia Soraia; EGGERT, Edla. Violência institucional machista nas universidades federais. Perspectivas em Diálogo: Revista de Educação e Sociedade, [S. l.], v. 13, n. 35, p. 1–14, e24809, 2026. DOI: 10.55028/spfetp03. Disponível em: https://periodicos.ufms.br/index.php/persdia/article/view/24809. Acesso em: 30 maio. 2026.