Educação financeira e vulnerabilidade econômica: uma análise com acadêmicos de Administração no meio oeste catarinense
DOI:
https://doi.org/10.55028/hhn72k33Resumo
A educação financeira consolidou-se como competência essencial para a cidadania, sendo crítica na transição universitária para a vida adulta. O presente estudo objetivou analisar o planejamento financeiro e o perfil de endividamento de acadêmicos de Administração de uma universidade comunitária. Metodologicamente, adotou-se abordagem quantitativa descritiva, aplicando survey a 142 estudantes em Caçador e Fraiburgo, Santa Catarina, revelando uma amostra majoritariamente jovem, feminina e de baixa renda. Testaram-se hipóteses sobre autopercepção de conhecimento, resiliência e consumo. Os resultados validaram a correlação entre baixa renda e vulnerabilidade econômica imediata, indicando que quase metade dos discentes possui reservas para apenas trinta dias. Identificou-se a "ilusão de competência": apesar da autopercepção positiva, prevalecem o uso descontrolado do cartão de crédito e o comportamento imediatista, refutando a tese de que a formação técnica em gestão garante a saúde financeira pessoal. As contribuições alertam para a insuficiência do currículo teórico, demandando intervenções práticas e comportamentais nas instituições de ensino, alinhadas ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 4, para promover a efetiva sustentabilidade econômica dos futuros profissionais.
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