Racismo estructural, memoria y emancipación: la Educación de Jóvenes y Adultos como espacio de transformación y resistencia
DOI:
https://doi.org/10.55028/0sthjc26Resumen
Este artículo analiza las relaciones étnico-raciales en el contexto de la Educación de Jóvenes y Adultos, entendida como un espacio históricamente marcado por procesos de exclusión social, económica y racial que atraviesan la formación de la sociedad brasileña desde el período colonial. La investigación, desarrollada en una clase de la Escuela Municipal de Educación para Jóvenes y Adultos, ubicada en un refugio de emergencia de Vitória, Espírito Santo, buscó comprender cómo los estudiantes en situación de vulnerabilidad construyen sus identidades, memorias y conciencia histórica a partir de prácticas pedagógicas basadas en las relaciones étnico-raciales. Las fuentes producidas a partir de observaciones de campo, cuestionarios socioeconómicos y narrativas autobiográficas de los estudiantes fueron analizadas desde la perspectiva de Bloch (2001) y Ginzburg (2007), para quienes cada pista revela algo sobre los hombres y las mujeres en diferentes temporalidades. Los resultados evidencian que las experiencias de los sujetos están fuertemente atravesadas por el racismo estructural, expresado tanto en las experiencias de prejuicio como en las dificultades de inserción social y escolar. Las narrativas revelan tensiones, contradicciones y procesos de toma de conciencia racial mediados por la enseñanza de la Historia y la escritura de sí mismo. Se concluye que en esta modalidad de enseñanza, cuando se orienta por prácticas educativas críticas y antirracistas, puede constituirse como un espacio de resistencia, (re)existencia y afirmación identitaria, contribuyendo a la democratización del derecho a la educación y al enfrentamiento de las desigualdades raciales históricas.
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